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João Paulo II, firme defensor dos direitos e dignidade de cada pessoa, recorda cardeal Dziwisz

Às 10h30 desta quinta-feira, 13 de maio, o arcebispo emérito de Cracóvia foi até a Praça de São Pedro onde depositou um buquê de flores no local exato do atentado contra São João Paulo II.

Vatican News | Quinta, 13 Maio 2021 17:38
Cardeal Dziwisz diante das vestes brancas de São João Paulo II manchadas de sangue Cardeal Dziwisz diante das vestes brancas de São João Paulo II manchadas de sangue Vatican Media

A “firme atitude em exigir respeito pelos direitos de cada ser humano” foi uma das características de São João Paulo II recordada pelo cardeal Stanislaw Dziwisz, arcebispo emérito de Cracóvia, Polônia, e secretário particular do Papa Wojtyła.

As palavras do purpurado polonês vêm exatamente 40 anos depois do atentado sofrido pelo Pontífice polonês na Praça de São Pedro. Na verdade, era 13 de maio de 1981, quando João Paulo II foi ferido no abdômen por tiros disparados por Ali Agca.

“Desde o início do seu Pontificado - sublinha o cardeal Dziwisz – fez firmes apelos em favor dos perseguidos e reprimidos”. Proveniente da Polônia, país que “no século XX viveu as atrocidades do nazismo e do comunismo - continua o cardeal - João Paulo II compreendeu perfeitamente os danos causados ​​pela violência totalitária dos governos contra os cidadãos e sociedades inteiras. Neste sentido a sua firme atitude em exigir o respeito pelos direitos e pela dignidade de cada pessoa, uma missão”, que nem mesmo o atentado conseguiu interromper, acrescentou o arcebispo emérito.

O cardeal Dziwisz também recorda os momentos "muito dramáticos" vividos logo após o atentado: "Segurava o Santo Padre, que escorregava e sangrava, estava em choque, mas sabia que tínhamos que agir para salvar sua vida". Apesar da dor, recorda ainda o purpurado, o Pontífice “manteve a calma, confiado-se a Deus e a Maria, e já a caminho do hospital, perdendo a consciência, disse-me que perdoava” quem tinha disparado.

Em 27 de dezembro de 1983, de fato, o Papa Wojtyla visitou Ali Agca no cárcere de Rebibbia. Ele “tinha uma missão que lhe fora confiada por Deus - conclui o purpurado - e continuou a levá-la avante até o fim”, "com coragem".

Nesta quinta-feira, às 10h30, o arcebispo emérito de Cracóvia, foi até a Praça de São Pedro onde colocou um buquê de flores no local exato do atentado.